01/07/11
A OUTRA ENTIDADE, AOJESP, CAUSA TERROR ENTRE OS OFICIAIS DE JUSTIÇA
Esta é a típica notícia que não gostamos de repassar.
Contudo, diante de várias manifestações de indignação dos OJs nos sentimos na obrigação de divulgar.
Centenas de OJs têm recebido uma carta da outra entidade, AOJESP, ameaçando processá-los.
Os OJs ameaçados são associados àquela entidade e também não associados, como o presidente da ASSOJASP que já em 12/set/2008 havia pedido desfiliação daquela entidade (cópias abaixo).
Outros OJs que receberam a carta nem fazem parte da diretoria da ASSOJASP, alguns não são filiados à ASSOJASP ou tem qualquer participação política de classe.
Como poderão verificar, a carta é ameaçadora e não informa qual “crime” o OJ teria cometido e nem qual será a instância processual (administrativa, criminal ou civil).
A carta é legítima, pois está sendo enviada por AR pelos correios.
De todos os absurdos que tem na carta, há um erro irreparável: ela sugere que os OJs processados procurem uma outra entidade de classe para defendê-los. O equívoco está em não ter indicado a ASSOJASP (a verdadeira entidade de OJs), mas sim outra entidade.
Esta história é típica do livro O Alienista (Machado de Assis) que seria cômica se não fosse trágica. (veja resumo do livro abaixo)
A ASSOJASP convida todos os OJs a se juntarem contra essas loucuras autoritárias em prol de uma categoria de OJs unidos e sãos.


O ALIENISTA
O Doutor Simão Bacamarte, cientista de nomeada, monta, em Itaguaí, um hospício, a Casa Verde, onde pretende executar seus projetos científicos.
Pretende separar o reino da loucura do reino do perfeito juízo, mas a confusão em que ambas se misturam acaba aborrecendo o Doutor, que, para levar a efeito a seleção dos loucos, tem que saber o que é a normalidade.
Assim, qualquer desvio do que era o comportamento médio, a aparência pública, qualquer movimento interior, que diferisse da norma da maioria era objeto de internação.
O hospício é a Casa do Poder, e Machado de Assis sabia disso muito antes da antipsiquiatria de Lacan e das teses de Foucould.
No início, o projeto do Dr. Simão Bacamarte é bem recebido pela população de Itaguaí, mas a aprovação cessa quando o médico passa a recolher na Casa Verde, pessoas em cuja loucura a população não acredita. O barbeiro Porfírio lidera uma rebelião contra o hospício que é sufocada.
Numa primeira etapa, são internados os que, embora manifestassem hábitos ou atitudes discutíveis, eram tolerados pela sociedade: os politicamente volúveis, os sem opiniões próprias, os mentirosos, os falastrões, os poetas que viviam escrevendo versos empolados, os vaidosos, etc.
Para pasmo geral dos habitantes de ltaguaí, Simão Bacamarte, um dia, solta todos os recolhidos no hospício e adota critérios inversos para a caracterização da loucura: os loucos agora são os leais, os justos, os honestos etc.
A terapêutica para esses casos de loucura consistia em fazer desaparecer de seus pacientes as "virtudes", o que o Dr. Simão Bacamarte consegue com certa facilidade.
Declara curados todos os loucos, solta-os todos e, reconhecendo-se como o único louco irremediável, o médico tranca-se na Casa Verde, onde morre alguns meses depois.
fonte: http://estudeonline.net